Acaso estarão à espera que
tenhamos 5000 infecções para tomar medidas a sério contra o vírus?
Será que os interesses de
meia-dúzia de operadores turísticos e de outros tantos capatazes ultramontanos se
sobrepõem à saúde de todos nós?
Não será preferível que as
medidas a tomar se antecipem à propagação da doença, ao invés de ser a doença a
se antecipar às medidas do Governo, tal como tem acontecido até agora?
Para quando o Estado de
Emergência?
- Recolher obrigatório, só sendo
possível sair de casa para trabalhar ou para comprar medicamentos e/ou
alimentação;
- Fecho de fronteiras, pois
muitos dos que andam por aí a brincar com a saúde alheia são turistas, alguns
deles vindos de países onde o vírus já se espalhou de forma generalizada;
- Tropa na rua, pois as pessoas
insistem em não mudar o seu comportamento, continuando a viver como se nada
estivesse a acontecer, só restando o uso do “hard power” para acabar com o irresponsável
“lá-lá-land”;
- Que continuem intocáveis as
liberdades de expressão e de opinião, a separação de poderes (executivo,
legislativo e judicial) e o respeito pela Constituição e pelo Estado de
Direito;
Porquê a tomada de medidas tão
drásticas?
Porque mais cedo ou mais tarde,
devido à propagação do vírus, essas medidas vão acabar por acontecer –
aconteceram na China, em Itália e agora, em Espanha.
Então, é preferível que paremos
já o país, enquanto o contágio ainda não assumiu contornos dramáticos, do que
quando o mesmo for generalizado, com prejuízos ainda maiores para a saúde pública
e para a economia, assunto tão caro a alguns.
Até para os interesses dos
capatazes parolos é preferível o país parar já, por duas ou três semanas, que
acabar por ter que parar na mesma, mas por mais tempo, arrastando a incerteza e
o tempo dessa paragem; e com isso, afundar ainda mais a sacrossanta economia.
O segredo consiste em tomar
medidas que estejam um passo à frente da propagação do vírus e não ir a reboque
dos acontecimentos, sob pena da situação começar a assumir contornos cada vez
mais difíceis de paliar, como temos assistido em Espanha e em Itália.
Quanto maior for o tempo de inacção,
pior será para todos nós, em todos os campos.
Por conseguinte, exigem-se
medidas drásticas e para ontem, pois o tempo está-se a esgotar!
Para bem de todos. Pela nossa
saúde. Pela nossa vida.
